Tudo que eu quero na vida ou Até a vida eu daria.

É, eu sei que meu desespero é tardio e não te traz de volta. Também sei que já há o cansaço dos meus olhos e dos ouvidos dos outros. É sempre o mesmo murmúrio. Agora dei pra abraçar gente estranha, pois é dor que não cabe num corpo só, tentando de outras formas esquecer. Mas esse esquecimento é só um reflexo da minha insana vontade de te ter por perto.

Saudade, palavra que dói. “Saudade do que poderia ter sido e não foi”. Dói na entonação, nas sílabas, na música do Camelo. Dói cada nota. “Caberia a quem dizer: amor, eu vivo tão sozinho de saudade”.

Amor, o que eu senti por você e não sabia como lidar. Desculpa, eu nunca soube mesmo lidar com o amor. “Às vezes parecem farpas”. Mas o seu amor, eu agora compreendo que foi o mais puro, o mais lindo, o mais sincero, o que eu sempre tive e não consegui ver. Então é isso? A gente perde pra conseguir entender? Quando a vista não mais alcança é quando aprendemos a ver?

Acordo e fico me perguntando como seria te ver hoje e aprender a virar gente grande com você. Tudo que eu quero pra vida.

Mas, pois é, eu sei que meu desespero é tardio e não traz felicidade de volta.

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